Dados abertos

Introdução

Esta parte das Diretrizes da ENDE diz respeito à questões que os gestores dos sistemas estatísticos nacionais (SEN) deverão tomar em consideração para tornar os órgãos estatísticos mais abertos e transparentes e tornar a informação estatística mais acessível e útil. Abrange conceitos e definições de abertura e como estes estão cada vez mais a ser usados para promover a responsabilização e transparência governamental. Embora o foco da discussão seja sobre como os sistemas estatísticos, agências e operações podem ser mais abertos, essa discussão é colocada dentro do contexto de iniciativas abrangentes e padrões governamentais..

Este Capítulo teve contribuições da Open Data Watch e do Banco Mundial.

Governos Abertos e Dados Abertos

O que significa o termo “aberto”?

Os sistemas estatísticos nacionais fazem parte do governo central e a iniciativa de promover dados estatísticos abertos é parte de um processo mais amplo com vista a tornar os governos geralmente mais transparentes, eficientes e democráticos de modo a promover a inovação e crescimento. A Carta Internacional de Dados Abertos define dados abertos como sendo “... dados digitais que são postos a disponibilidade com as características técnicas e legais necessárias para que os mesmos sejam livremente usados, reusados e redistribuídos por qualquer pessoa, a qualquer hora e em qualquer lugar

Esta definição é operacionalizad através de seis princípios de dados abertos. Os quatro primeiros descrevem as características legais e técnicas dos dados abertos:
   1. Abertos por predefinição (default)
   2. Oportunos e abrangentes
   3. Acessíveis e usáveis
   4. Comparáveis e interoperáveis
Os últimos dois princípios descrevem o propósito e os usos tornados possíveis através de dados abertos:
   5. Para uma melhor governação e participação do cidadão
   6. Para um desenvolvimento inclusivo e inovação

Desde o seu lançamento em 2016, 16 governos nacionais, incluindo governos de 10 países em desenvolvimento, adoptaram a Carta Internacional de Dados Aberto como uma declaração de seu compromisso para com dados abertos. Este padrão de abertura pode ser aplicado a muitas das actividades e resultados de governos, instituições académicas e, em alguns casos, actividades privadas que foram considerados como bens públicos.

Existem várias iniciativas internacionais que visam promover a abertura e transparência no espaço público. A Parceria de Governo Aberto cresceu de um conjunto inicial de 11 países em 2011 para 75 países participantes actualmente, incluindo 25 países em desenvolvimento e de renda média. Os princípios do governo aberto enfatizam que a abertura é essencial para tornar as sociedades mais inclusivas, justas e sustentáveis e para promover os direitos económicos, sociais, culturais, civis e políticos para todos.

Dentro deste movimento amplo, os dados abertos claramente desempenham um papel fundamental. A gama de dados com que os governos lidam e os montantes gerados estão a aumentar rapidamente à medida que os países se desenvolvem e a tecnologia avança.

(1) A Carta sobre Dados Abertos é uma iniciativa e rede internacionais que tem em vista promover e apoiar dados abertos em todos os seus aspectos.
(2) Parceria de Governo Aberto.

Porquê Dados Abertos?

Mesmo sem um compromisso formal alargado a todo o governo em relação aos dados abertos, existem muitas possíveisvantagens para um SEN ao adoptar políticas e práticas de dados abertos formais, embora também haja alguns desafios importantes. O objectivo é tornar possível que todos os tipos de dados produzidos por um órgão estatístico –agreguemindicadores e outras estatísticas, micro-dados sobre entidades individuais e dados geoespaciais –mais abertos, e ao mesmo tempo garantir a condição de manter os dados sobre pessoas confidenciais.

Os benefícios para os SENs incluem o seguinte (3) .

  • Utilizar novas fontes de dados acessíveis através de outras iniciativas de dados abertos.
  • Melhorar a confiança nas estatísticas oficiais.
  • Melhorar a qualidade das estatísticas oficiais.
  • Disponibilização de conjuntos de dados para pesquisa, análise e outros benefícios sociais e económicos.
  • Tornar os dados mais acessíveis aos usuários.
  • Aumentar o reconhecimento do valor das estatísticas oficiais como um bem público e como um recurso económico

Os dados abertos são também um vector de crescimento económico e da criação de emprego (4). Estudos mostram que as economias em franco crescimento muitas vezes seu sucesso é sustentado em informações ricas, que se traduz em conhecimento e produtos mais complexos e diversos (5). O Instituto Global de McKinsey (McKinsey Global Institute) (6) estima que os dados do governo dos Estados Unidos ajudaram empresas privadas a gerar receita de pelo menos US $ 24 bilhões anuais bem acima dos gastos com estatísticas oficiais. Estima-se ainda que os potenciais benefícios económicos globais dos dados de governo aberto podem chegar aos três trilhões de dólares por ano. Outro estudo de uma missão/força tarefa da UNECE estima que há um retorno de US $ 17 por cada US $ 1 investido na abertura de dados do governo sobre o desempenho escolar (7).

(3) Banco Mundial, Desafios de Dados Abertos e Oportunidades para Institutos Nacionais de Estatísticas.
(4) Instituto para Dados Abertos, O Valor de Dados Abertos.
(5) Hidalgo, Porque a Informação Cresce.
(6) Manyika et al., Dados Abertos.
(7) Nações Unidas, Princípios Fundamentais de Estatísticas Oficiais.

Dados Abertos e Estatísticas Oficiais

Os Princípios Fundamentais das Estatísticas Oficiais não mencionam dados abertos de forma explícita, mas o Princípio 1 reconhece a obrigação de os institutos nacionais de estatística fornecerem informações a todos os cidadãos.

As estatísticas oficiais constituem um elemento indispensável do sistema de informação de uma sociedade democrática, servindo ao Governo, à economia e ao público dados sobre a situação económica, demográfica, social e ambiental. Para o efeito, as estatísticas oficiais que satisfazem o teste de utilidade prática deverão ser compiladas e disponibilizadas de forma imparcial pelas agências de estatísticas oficiais como forma de honrar o direito dos cidadãos à informação pública (8).

Os sistemas estatísticos nacionais sempre se preocuparam em ser abertos e transparentes em relação ao que fazem e às estatísticas que produzem. O valor das estatísticas oficiais melhoraquanto mais estas são utilizadas, e tornar os dados acessíveis e utilizáveis é uma parte importante das funções de qualquer agência estatística. Em países onde já existe uma política formal ou compromisso com o governo aberto, há claramente um papel importante para o sistema estatístico nacional e, em muitos casos, já estarão a implementar programas e políticas de dados abertos de forma mais activa. Nos casos em que as iniciativas de governo aberto não incluem estatísticas oficiais, os gestores de agências de estatísticas devem tentar estabelecer vínculos e aproveitar a iniciativa mais abrangente de dados abertos que cobre todas as partes do governo. Nos países onde a Carta de Dados Abertos ainda não foi adoptada ou onde o governo nacional ainda tem de desenvolver uma política formal será, no entanto, importante que os gestores dos sistemas estatísticos nacionais identifiquem onde e como podem fazer com que as suas agências e suas estatísticas sejam mais abertas.

Esta nota, portanto, dá orientação sobre como dados abertos podem ser incorporados na elaboração e implementação de uma ENDE.

(8) Nações Unidas, Princípios Fundamentais de Estatísticas Oficiais.

Inclusão de Dados Abertos numa ENDE

As responsabilidades das agências estatísticas nacionais num programa aberto de dados incluem tornar os dados que compilam e publicam mais abertos, tomando medidas proactivas para garantir que os seus dados possam ser usados, reutilizados e redistribuídos livremente por qualquer pessoa, a qualquer hora, sujeito a qualquer atribuição exigida e mantendo a confidencialidade dos dados sobre indivíduos.

Espera-se que os países planeiem dados abertos como parte de um processo de planificação estratégica mais ampla, abrangendo todas as etapas, desde a produção de dados até a disseminação e gestão de activos estatísticos. Neste caso, as preocupações sobre dados abertos seriam incorporadas em cada uma das fases principais da elaboração de uma ENDE. Em geral, isso envolverá três conjuntos de atividades: (i) uma avaliação da situação e dos pontos fortes e fracos; (ii) elaborar um plano de implementação; e (iii) desenvolver um processo de monitoria do progresso e avaliar os resultados.

Etapa 1: Avaliação

Existem várias ferramentas que podem ser usadas para avaliar até que ponto um sistema estatístico nacional e agências estatísticas específicas seguem uma abordagem aberta de dados e identificar onde mudanças e acções adicionaispodem ser necessárias. Algumas delas são concebidas para avaliar os dados abertos em todo o governo, enquanto outras se preocupam especificamente com as actividades dos sistemas estatísticos nacionais e agências.

As ferramentas e quadros de avaliação que poderiam ser usados incluem:

  • A Avaliação da Prontidão de Dados Abertos (ODRA) (9) , que é uma componente importante da Caixa de Ferramentas de Dados Abertos do Banco Mundial. A ODRA permite uma avaliação da prontidão para dados abertos (em contraste com uma avaliação da maturidade ou eficácia de um programa de dados abertos). É um criador do diagnóstico e do plano de acçãorápido, adaptado à legislação de cada país, às instituições, e à demanda / fonte de dados. A ODRA inclui análises e recomendações em oito áreas: liderança, política / quadro legal, instituições e capacidades, fornecimento de dados, demanda de dados, capacidade e envolvimento cívicos, financiamento e infraestrutura nacional de TI. As avaliações ODRA e os relatórios resultantes são produtos conjuntos de uma pequena equipa governamental e uma equipa do Banco Mundial. A metodologia pode ser aplicada a nível nacional, regional, de cidade ou de agência. Adaptações sectoriais da metodologia foram efectuadas para os sectores de energia e de transportes.
     
  • O Barómetro de Dados Abertos (10), desenvolvido pela World Wide Web Foundation, uma avaliação especializada, actualmente disponível para 92 países, que fornece uma avaliação da implementação de padrões de dados abertos para 15 categorias de dados, das quais as estatísticas nacionais são fazem parte. O relatório anual, disponível on-line, analisa tendências globais e fornece dados comparativos sobre países e regiões usando uma metodologia aprofundada que combina dados contextuais, avaliações técnicas e indicadores secundários.
     
  • Quadro de Avaliação Comum (11), também desenvolvido pela World Wide Web Foundation, que se pretende que seja útil para países e organizações da sociedade civil com interesse em dados abertos. É adaptável para uso em vários ambientes. Abrange o contexto e o ambiente de dados abertos; a natureza e as qualidades dos conjuntos de dados abertos; A utilização destes conjuntos de dados; e o impacto que o uso de dados abertos tem no ambiente local.
     
  • O Inventário de Dados Abertos (ODIN) é uma ferramenta de avaliação desenvolvida pela Open Data Watch (12), que se concentra nos dados compilados e divulgados pelos sistemas estatísticos nacionais através dos seus principais sites. Fornece uma avaliação anual do grau em que os princípios de dados abertos são praticados. As avaliações ODIN estão disponíveis para a maioria dos países em desenvolvimento. A avaliação abrange 20 categorias de dados e 10 elementos principais sob duas rubricas: cobertura e abertura. Os resultados são tabulados para permitir comparações entre diferentes categorias de dados, tanto dentro de um país como entre países.
     

(9) Banco Mundial,Ferramenta de Avaliação da Prontidão.”
(10) Fundação do Web Mundial, Barômetro de Dados Abertos.
(11) Davies, Em Direcção à M’etodos Comuns de Avaliação de Dados Abertosa.”
(12) Open Data Watch, Inventário de Dados Abertos.

Etapa 2: Implementação de programas de dados abertos

Com base nos resultados da avaliação, a próxima fase é a concepção e implementação de programas de dados abertos específicos em todo o sistema estatístico nacional ou para agências estatísticas individualmente. Os elementos específicos do programa dependerão dos resultados da avaliação, mas, de acordo com a ENDE em geral, recomenda-se que os países tenham em consideração três elementos-chave.

Em primeiro lugar, é importante identificar um número limitado de acções que podem ser criadas com relativa facilidade e rapidez. A experiência de muitos países sugere que algumas ou todas as seguintes acções contribuíram de forma significativa para tornar os sistemas estatísticos mais abertos:

  • Advogar os produtores de dados e outras partes interessadas sobre os benefícios da abertura dos dados. O factor humano é um elemento-chave e as ferramentas e processos podem não ter êxito sem apropriação e verdadeira vontade de partilhar os dados
  • Reforçar a privacidade através de abordagens de concepção nos processos de produção estatística
  • Estabelecer e reforçar processos para lidar com o controlo estatístico da divulgação
  • Estabelecer arquivos nacionais de dados que compreendem metadados e conjunto de dados de inquéritos e censos conclídos (13)
  • Estabelecer e reforçar processos de gestão e divulgação de metadados, recorrendo a normas internacionais (14)
  • Melhorar a interacção e as comunicações com os utilizadores dos dados, tanto on-line como através de conselhos e fóruns de usuários
  • Melhorar a divulgação de dados, especialmente através de sítios Web estatísticos, por exemplo, através de provas de transferência directa de indicadores e séries de dados em formatos legíveis e não proprietários
  • Documentação e divulgação de informações sobre políticas e práticas de dados, fornecendo instruções aos utilizadores de dados e mantendo estatísticas de uso para informar o envolvimento do usuário
  • Adoptar e publicar termos de uso que estejam em conformidade com os padrões aceites para dados abertos, como a licença Creative Commons by Attribution (CC-BY) (15).

Em segundo lugar, um programa de dados abertos deve incorporar um amplo leque de parcerias, para além das principais partes interessadas. Pode ser possível, por exemplo, trabalhar com os criadores de software para desenvolver aplicativos para ajudar os usuários a analisar e usar diferentes conjuntos de estatísticas. No entanto, será importante evitar a proliferação de diferentes tipos de software e assegurar que as novas ferramentas possam ser suportadas e mantidas. Uma área que muitas vezes é eficaz para os usuários de dados é apresentar mais informações sobre mapas ou infográficos. Um dos desafios para SENs é encontrar a solução de TI apropriada. A orientação sobre isso pode ser encontrada no documento do Banco Mundial, “Avaliação Técnica de Plataformas de Dados Abertos para Organizações Estatísticas Nacionais.” (16)

Em terceiro lugar, uma preocupação importante será assegurar que a sequência de reformas e acções sejam cuidadosamente geridas. Em muitas ENDEs o foco do plano de implementação é geralmente nos primeiros dois ou três anos, mesmo quando o prazo formal é de cinco anos. Por conseguinte, pode ser útil desenvolver um programa centrado em dados abertos que utilize o mesmo calendário que o da ENDE para a planificação do orçamento e das despesas, bem como para as actividades.

(13) A Rede internacional de Inquérito das Famílias (IHSN) elaborou ferramentas e directrizes para vários aspectos de gestão de inquérito, incluíndo gestão de dados e a criação de arquivos de dados.
(14) Por exemplo, a Iniciativa de Documentação de Dado para dados de censo e inquérito e a Troca de Dados Estatísticos e Metadata por agregado e Tempo-séries statistics
(15) Creative Commons, Sobre as Licenças
(16) Grupo do Banco Mundial, Avaliação Técnica das Plataformas de Dados Abertos para Organizações Estatísticas Nacionais.

Etapa 3: Monitoria e sustentação do progresso

Ao realizar uma avaliação e ao elaborar um plano de acção, as agências e os SENs já terão seus objectivos de curto e longo prazo definidos em relação aos dados abertos. Portanto, o processo de monitoria estabelecerá etapas para identificar mudanças ao longo do tempo, relatará o que foi alcançado e identificará onde mais mudanças nos planos são necessárias. A seguir vão alguns dos processos e mecanismos que podem ser usados:

  • Monitorar a disponibilidade de conjuntos de dados abertos (potencialmente como uma parte de todos os conjuntos de dados disponíveis nos SEN)
  • Obter feedback qualitativo de usuários de dados através de inquéritos formais regulares de satisfação dos usuários bem como feedback qualitativo através de fóruns e reuniões com os usuários
  • Monitorar estatísticas de uso (por exemplo, dos websites)
  • Monitorar o uso de micro-conjuntos de dados
  • Monitorar a qualidade dos dados (cobertura, pontualidade, documentação, etc.)
  • Uso de processos nacionais de monitoria, talvez, complementado pelo uso periódico de ferramentas de avaliação

Integração da Dados Abertos na preparação da ENDE

O desenvolvimento de uma abordagem de dados abertos dentro do sistema estatístico nacional exigirá geralmente análises e planos de acção em muitas áreas da atividade estatística no SEN para cada agência estatística e para processos individuais e para resultados que geram. As acções em matéria de dados abertos devem estar estreitamente ligadas a outros processos, nomeadamente ao desenvolvimento e à implementação de quadros de garantia de qualidade.

Por conseguinte, será importante incluir preocupações de dados abertos em outras componentes do processo global de elaboração das ENDEs. Quando os sistemas estatísticos nacionais utilizam modelos como o Modelo genérico do processo de produção estatística (MGPPS), ou o mais recente Modelo de Actividade Genérica para Organizações Estatísticas (GAMSO), que estende o MGPPS, será útil incorporar acções de dados abertos nestes quadros também. Desta forma, a extensão de uma abordagem de dados abertos às actividades estatísticas não deve ser vista como uma actividade separada, mas sim como parte integrante da concepção e implementação de actividades estatísticas de todos os tipos.

Áreas chave que provavelmente serão itens de acção de dados abertos em qualquer ENDE incluirão as seguintes.

  • Gestão – Identificar quem dentro da equipa da ENDE será responsável por garantir que os problemas de dados abertos são levados em conta e incluídos
  • Compromisso – Que apoio de alto nível é necessário para impulsionar a agenda de dados abertos e certificando-se de que está sendo cumprida
  • Orçamentação e Financiamento – Assegurar que o orçamento da ENDE reflecte as acções previstas no cumprimento da agenda de dados abertos
  • Advogacia – Criação de apoio e apropriação de dados abertos em todo o Sistema Nacional de Estatísticas e com os principais actores intervenientes
  • Monitoria, avaliação e relato – As preocupações de dados abertos devem ser destacadas no processo global de monitoria e relatórios

 

Ferramentas: 

A Caixa de Ferramentas Avançada de Planificação de Dados (ADAPT) ajuda os países a planificar de modo a responder à demandas de dados dos ODS. Esta ferramenta contém módulos de cálculo de custos que planificam a recolha de dados abertos e defendem mais financiamento. Esta ferramenta também alimenta um processo de consulta para a definição de uma estrutura de monitoria para o desenvolvimento e ajuda a identificar as lacunas no financiamento, dados, relatórios e desagregação. ADAPT foi criado como um recurso para INEs por PARIS21.

As Creative Commons Licenses são ferramentas que permitem as que os INEs concedam permissão para usar e reutilizar livremente as estatísticas oficiais. Existem diferentes tipos de licenças para atender aos objetivos de disseminação de cada INE.
 
O Global Open Data Index Índice Global de Dados Abertos) é uma ferramenta de educação e engajamento para que os cidadãos compreendam o estado dos dados abertos do governo no seu país. Através de um inquérito originário duma multidão, esta ferramenta fornece uma auditoria de sociedade civil sobre a abertura do conjunto de dados do governo. Esta ferramenta é fornecida pela Open Knowledge Internationa.
 
O International Household Survey Network (IHSN) (Rede Internacional do Inquérito Familiar) desenvolveu ferramentas e diretrizes para muitos aspectos da gestão de inquéritos, incluindo o gerenciamento de dados e a criação de arquivos de dados.
 
O Barómetro de Dados Abertos é uma ferramenta para avaliar a prevalência e o impacto das iniciativas de dados abertos. Reúne dados comparativos para classificar os países quanto à prontidão, implementação e o impacto das iniciativas de dados abertos dentro dos países. Esta ferramenta foi produzida pela World Wide Web Foundation.
 
O Inventário de Dados Abertos (ODIN) é uma ferramenta de avaliação que marca a cobertura e a abertura das estatísticas oficiais para identificar lacunas, promover políticas de dados abertos, melhorar o acesso e incentivar o diálogo entre os institutos nacionais de estatística (INEs) e usuários de dados. As pontuações permitem comparações entre tópicos e países. Esta ferramenta foi criada pela Open Data Watch.
 
A Avaliação daProntidão de Dados Abertos (ODRA) é uma ferramenta metodológica para avaliar a prontidão de um governo ou agência no que toca a implementação de um Programa de Dados Abertos. Avalia o compromisso sobre dados abertos da mais alta liderança, a força do quadro legal para as estatísticas, a prontidão para a gestão de uma Iniciativa de Dados Abertos, a resultados e procedimentos estatísticos, a procura por dados abertos, o papel multidimensional do governo dentro de um ecosistema de dados abertos, financiar o lado da procura e da oferta de uma iniciativa de dados abertos e o nível de infraestrutura existente para apoiar uma iniciativa de dados abertos. Esta ferramenta é uma componente do Open Government Data Toolkit do Banco Mundial.
 
A Caixa de Ferramentas de Dados do Governo Abero é um conjunto de recursos para ajudar os governos a entender os dados abertos, bem como a planificar e implementar uma iniciativa de dados abertos. Esta caixa de ferramentas fornece pesquisa e informações fundamentais sobre o início de uma iniciativa de dados abertos, explorando as opções tecnológicas disponíveis, promovendo a demanda e engajamento com os usuários, melhorando a oferta e a qualidade dos dados, realizando uma avaliação de prontidão e buscando assistência técnica e financiamento. Esta caixa de ferramentas é fornecida pelo Banco Mundial.
 

O Guião Aberto do Governo é um recurso para pessoas que trabalham para tornar seus governos mais transparentes, responsivos, responsáveis e eficazes. Foi desenvolvido pela Iniciativa de Transparência e Responsabilização com o apoio da Parceria de Governo Aberto.

 
Boas Práticas: 
AUSTRÁLIA: O Plano Corporativo 2016-17 da Austrália é umae stratégia estatística nacional que oferece um bom exemplo de priorização à colaboração e parcerias e aproveitamento de novas fontes de dados.
 
ÁUSTRIA: A Estratégia 2020 da Áustria é umae stratégia estatística nacional que discute melhoriasem dados abertos e microdados, incentiva o diálogo entre exportações internas e externas e procura explorar novas fontes de dados..
 
CANADÁ: O Plano Empresarial de Negócios do Canadá é umae stratégia estatística nacional que tenta melhorar a acessibilidade dos dados através de dados abertos. Faz menção dos esforços com vista ao aumento do alcance do usuário e o desenvolvimento de uma iniciativa de dados abertos.
 
DINAMARCA: A Estratégia de Inovação de Dados Abertos (ODIS) da Dinamarca é uma política aberta de dados que procura criar um acesso mais fácil e uniforme aos dados públicos.
 
GEÓRGIA:A Estratégia Nacional para o Desenvolvimento de Estatísticas na Geórgia (2011-2014) éuma ENDE que coloca maiorênfase na melhoria do uso das estatísticas. Dámais destaque à necessidade de divulgação de políticas, publicação de formato aberto e diálogo com os usuários.
 
INTERNACIONAL: A Iniciativa de Documentação de Dados é um padrão internacional de dados de censo e inquérito.
 
MÉXICO: A Avaliação da Prontidão de Dados Abertos do México apresenta um bom estado de prontidão, identificando umforte papel de coordenação do Instituto Nacional de Estadística y Geografía (INEGI) como um ponto forte. A Estratégia Nacional Digital do México é uma política aberta de dados que destaca os dados abertos como umfator chave para a coordenação, implementação de políticas e promoção do engajamento do cidadão.
 
MOLDÁVIA: A Estratégia do Desenvolvimento Nacional de Estatísticas para o período de 2008 - 2011 da Moldávia é uma ENDE que apresentaum grande exemplo de avaliação, implementação das TICs e está centrada no acesso de dados on-line.
 
MONGÓLIA: O Programa de Desenvolvimento de Estatísticas Oficiais (2006-2010) da Mongólia é uma ENDE que discute a criação de bases de dados de modo a providenciar estatísticas oficiais aos usuários através de dados abertos on-line.
 
QUÉNIA: A Iniciativa de Dados Abertos do Quénia mostra um compromisso de alto nível para abrir dados através do lançamento, pelo Presidente do Quénia do portal de dados do governo.
 
REPÚBLICA CHECA: A Iniciativa de Dados Abertos da República Checa procura assegurar uma infraestrutura transparente de dados da administração pública. Enfatiza a necessidade de publicar dados em formatos abertos.
 
SERRA LEOA: A Estratégia Nacional de Desenvolvimento de Estatísticas (ENDE) naSerra Leoa 2008 - 2012 é uma ENDE que destaca dados abertos como umanecessidade crítica do SNE e abrange as etapas de promoção do acesso a dados on-line. A Avaliação da Prontidão de Dados Abertos da Serra Leoa cita a necessidade de reforçar o papel do instituto de estatísticas da Serra Leoa (SSL) com maior representação envolvimento em actividades de dados abertos.
 
SÉRVIA: O Plano Director: Estatísticas Oficiais da República da Sérvia – Desenvolvimento e Harmonização 2006 - 2008 é uma ENDE que discute o desenvolvimento do site do INE e a melhoria do acesso do usuário através de dados abertos. A Avaliação da Prontidão de Dados Abertos da Serra Leoa cita a necessidade de reforçar o papel do instituto de estatísticas da Serra Leoa (SSL) com maior representação e envolvimento em actividades de dados abertos. 
 
O Intercâmbio de Dados e Metadados Estatísticos é um padrão internacional para estatísticas agregadas e séries cronológicas.